O essencial, por Gláucia Leme, Artista Plástica

Atualizado: Jul 30

Oi Gláucia! Como costuma ser seu cotidiano?

O meu dia se divide entre as tarefas da casa, a pintura, os estudos de arte e o trabalho na galeria de arte especializada em fotografia que gerencio. De manhã eu cuido da casa, da minha vida pessoal, saio com o Biju (meu cachorro) e pinto. Na parte da tarde vou para a galeria e à noite sempre estudo história da arte e preparo o curso que estou montando sobre a história da arte através da representação do tecido, o panejamento.

Nos finais de semana me dedico à pintura. Este costuma ser o meu cotidiano.



Como é seu processo criativo com a pintura?

O processo sempre surge da minha pesquisa sobre o panejamento e suas possibilidades de representação através da pintura. Mesmo não tendo o tempo e o espaço que gostaria para me dedicar à pintura, vou priorizando meus dias para criar esse tempo e me adaptar ao espaço que tenho, no caso minha sala mesmo. A pintura é importante para mim e não espero ter um ateliê maravilhoso para trabalhar.


O que é essencial para você?

Pensar no que é essencial me faz refletir sobre o que é mais importante e fundamental na vida, aquilo que não pode faltar, sem o qual não há uma existência plena.

E o que não pode faltar na minha vida é ter prazer e liberdade naquilo que me proponho a fazer, é encontrar um luar de plenitude interna, uma motivação que independe de fatores externos para que se realizem. E esse lugar de plenitude e de essencial eu encontro na arte e no fazer artístico.



Como começou a se interessar por arte?

Intuitivamente desde sempre, mas comecei a me aprofundar depois de uma visita ao Museu Metropolitan de NY em 1992. O interesse pelo tecido, por linhas, costura, bordado, tricô, crochê, todo esse fazer manual sempre esteve presente em minha vida por uma tradição familiar e depois, e acho que por consequência, fui trabalhar com moda. Então minhas inspirações na arte sempre estiveram ligadas à sua representação. O panejamento foi o resultado dessa pesquisa sobre o tecido e suas dobras.



Como é seu trabalho na galeria da Gávea?

Eu gerencio a galeria, cuido tanto da parte administrativo/financeira, da manutenção da casa, que é tombada, construída 1890, quanto a relação com clientes, curadores, colecionadores e fotógrafos.


Abaixo Glaucia com o Biju, que alegra sempre a casa!


Curtiu? Conheça mais sobre o trabalho de Glaucia Leme: pelo Instagram @glaucialeme



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